05 novembro, 2007

Efeito placebo- A Auto-Cura

Existem vários estudos sobre o efeito placebo. Trata ou não faz nada? É uma questão de fé, sugestão, ou existem realmente respostas fisiológicas? Recentemente, uma equipa de cientistas canadianos ( University of British Columbia) concluiu que o simples acto de receber algum tipo de tratamento (activo ou não), pode ser eficiente devido à expectativa de cura. O paciente pode sentir-se automaticamente melhor. Para um dos pesquisadores o efeito placebo provou-se eficaz em 3 condições médicas. A dor, a depressão e Parkinson e curiosamente estas patologias estão associadas a uma disfunção dos neuro-transmissores no SNC. No efeito placebo o sistema dopamina é activado, assim como, outras substâncias (peptídeos opióides), aliviando a dor e ansiedade sentidas pelo paciente. Esta pesquisa mostra que as modificações observadas são comparáveis às que ocorrem naqueles que tomam anfetamina, conhecida por libertar quantidades substanciais de dopamina. Estudos recentes dizem que as melhoras dos pacientes placebo situam-se entre os 25% e os 60% consoante as patologias.
Sem dúvida que a relação Osteopata/ doente é de extrema importância. É dever do Osteopata transmitir segurança, tranquilidade, simpatia, conhecimento e muitas vezes apoio psicológico. Este “acto clínico” só pode ter como efeito um resultado positivo e uma melhora do estado do doente. Mas será isto o suficiente? Penso que não. Quando se trata de uma dor aguda ou uma patologia severa, o Osteopata tem que ser um mestre na técnica e no conhecimento. Só assim é que o paciente será tratado na totalidade.

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