28 maio, 2008

Tromboangeíte Obliterante


Conceito> Doença inflamatória segmentar não –aterosclerótica que acomete artérias e veias de pequeno e médio calibres nos membros superiores e inferiores.

Prevalência > Mais prevalente no Oriente Médio e Extremo Oriente do que na América do Norte e Oeste da Europa. Homens jovens (média de 30 anos) tabagistas.

Fisiopatologia

»Etiologia desconhecida
»Forte associação com tabagismo
»Adar e col (1983) à aumento da sensibilidade celular aos colagénios tipos I e III
»Eichhorn et al (1998) à aumento dos níveis séricos de Ac anti-célula endotelial

Quadro clínico

»Alteração de coloração e temperatura da pele
»Parestesia
»Dor contínua ou claudicação dos pés e gémeos, mãos e antebraços
»Comprometimento dos pulsos arteriais distais (radiais, ulnares, pediosos e tibiais posteriores)
»Alterações tróficas nas unhas
»Ulcerações dolorosas/gangrena
»Fenómeno Raynaud
»Tromboflebite migratória superficial
»Comprometimento de vasos viscerais

Diagnóstico

Aspectos clínicos da doença

Tríade clássica:
»Claudicação
»Raynaud
»Tromboflebite migratória

Achados angiográficos:

»Múltiplos locais com estenoses segmentares ou oclusões, com circulação colateral atingindo as artérias distais dos membros.
»Vasos mais proximais de > calibre são poupados
»Biópsia confirma a natureza vasculítica

Diagnóstico diferencial

»Aterosclerose prematura
»Doenças do tecido conjuntivo
»Arterite de células gigantes
»Arterite de Takayasu
»Fenómenos embólicos arteriais
»Síndrome do desfiladeiro torácico
»Doenças hematológicas com síndrome de hiperviscosidade

Tratamento

»Não há tratamento específico
»Medida mais importante: interrupção imediata do fumo
»Protecção dos membros contra o frio e traumatismos; cuidados com ulcerações e tratamento das infecções secundárias
»Controle da dor com narcóticos ou simpatectomia
»Amputação
»Trombolíticos
»Iloprost (análogo da prostaglandina)
»Pentoxifilina e bloqueadores dos canais de cálcio
»Glicocorticóides e anticoagulantes à sem eficácia

Em:
R1 CM Kelly Suga Sakamoto
Reunião Clínica
02/08/06

1 comentário:

  1. Como o fisioterapeuta pode interferir no tratamento a um paciente com esta doença?

    ResponderEliminar