02 outubro, 2008

Osteoartrose

A Osteoartrose (OA) é extremamente prevalente na população em geral: a sua frequência aumenta com a idade, tornando-se quase generalizada a partir dos 70 anos. Predomina nas articulações de carga e nas mãos. O seu aparecimento mais precoce ou em outras articulações sugere que seja secundária a outros processos patológicos, de natureza traumática, inflamatória ou metabólica.

A observação clínica sugere que a etiologia da patologia é multifactorial, ou seja, não existe uma só causa para o aparecimento da doença, mas sim várias causas. A Osteoporose divide-se assim em 2 sub-tipos: Típica e Atípica. Considera-se “Atípica” a OA que surge em indivíduos jovens (antes dos 45 anos), tem instalação rápida ou afecta localizações incomuns (p.ex, ombro, cotovelo, punho, MCF ou tibiotársica. Este tipo de OA é quase sempre secundário a uma outra
causa e obriga à investigação da causa ou causas subjacentes. As causas mais comuns de Osteoartrose atípica são:

  • Fractura com envolvimento da superfície articular
  • Meniscectomia
  • Desvios de eixo
  • Instabilidade articular
  • Corpos estranhos intra-articulares
  • Osteocondrite dissecante
  • Exigências profissionais particulares
  • Necrose asséptica
  • Artrite prévia
  • Diabetes
  • Gota

A Osteoartrose Típica surge de forma progressiva em doentes de meia-idade ou idosos e envolve uma ou mais articulações. O envolvimento poliarticular é a comum, com forte tendência à simetria. Este tipo de OA é, na maior parte das vezes, primária, podendo associar-se um componente de predisposição genética. Algumas profissões constituem factores de risco para OA da CF (mineiros, trabalhadores rurais) ou do joelho (calceteiros,mecânicos). A OA nodular das mãos e a rizartrose é muito frequente, especialmente em mulheres de meia idade e idosas.

Exame Semiológico:

A dor tem origem articular:
• o doente localiza as dores nas articulações, podendo ter irradiação regional;
• o exame objectivo confirma esta origem.

O ritmo de dor é tipicamente mecânico (pode ter características inflamatórias ligeiras nos surtos de agudização).

A instalação é lentamente progressiva, ao longo de meses ou anos.

O exame objectivo é típico:
• crepitação, osteófitos traduzidos por tumefacção focalizada, de consistência dura; limitação de mobilidade, activa e passiva (em fases mais avançadas);
• ausência habitual de sinais inflamatórios (podem observar-se ligeiros sinais inflamatórios nos surtos de agudização).

Os aspectos radiológicos confirmam o diagnóstico:
• perda heterogénea de espaço articular ( ao contrário da perda uniforme de espaço articular sugestiva de artrite);
• esclerose subcondral (ao contrário da osteopenia subcondral típica de artrite);
• geodes e quistos subcondrais; osteófitos.
• Os parâmetros de fase aguda são normais.

1 comentário:

  1. 27-11-2012 as 19;45 tenho miopatia inflamatória 08 més fis exame de sangues eletromiografia e deu positivo fis biopsia do músculo mas deu negativo sinto dores nos ombro nas coxas e sito trava as pernas na altura da bássia tive crise de perda de forças não segurava em pé nem sentado,fiquei 07 dias internado os medico,neurologista e reumatologista que mi avaliou disse que não estava aos cuidados deles mas passarão o medicamento para mim tomar um comprimido diários de prednisona 20 mg para controlar a doénsa já consútei mas de 07 médicos em belém todos fala não estar aos meus cuidados agora o que fazer. se voçér sabem ajude mim.

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