27 Janeiro, 2009

Sinusite- abordagem Osteopática

A Sinusite é uma inflamação das membranas mucosas dos seios perinasais. Os seios perinasais são cavidades cheias de ar situadas no interior dos ossos circundantes ao nariz, que estão em comunicação directa com as fossas nasais. Existem quatro seios perinasais em cada lado da cara: seios maxilares (encontram-se no interior de cada osso maxilar superior), seios frontais (situam-se no interior do osso com o mesmo nome, por cima das sobrancelhas), seios etmoidais (situadas na textura de cada um dos ossos etmóides, entre as fossas nasais e as órbitas oculares ) e seios esfenoidais (estão inseridos no esfenóide, o osso que forma a parte central da base do crânio).

Os seios têm várias funções. Têm a função de humedecer e aquecer o ar antes de entrar nos pulmões para as trocas gasosas. Têm uma função imunológica, uma vez que dentro destes seios (sinus) são produzidos grandes quantidades de muco, como forma de filtrar o ar e "agarrar" bactérias ou outro material. O muco é depois escoado pela nasofaringe se for engolido ou pela cavidade nasal se for expelido.

Nos casos em que a drenagem do muco é insuficiente, existe o risco de inflamação dos seios parinasais, provocando aquilo a que se chama sinusite.

A sinusite pode ser aguda (sem o tratamento adequado, a infecção pode estender-se as estruturas vizinhas, originando complicações ou tornando-se crónica) ou crónica (dor mais intensa e localizada, secreções mais abundantes, por vezes acompanhadas por febre).

A abordagem do Osteopata foca-se na melhoria da drenagem das secreções (muco) e na mecânica dos ossos do crânio onde se inserem os seios. Interessa-lhe a relação entre os ossos etmóide, esfenóide, maxilar e frontal e outras estruturas da face. A relação entre o crânio, pescoço, tórax e ombros, pois o compromisso de relação entre estas regiões, pode levar a um compromisso de drenagem.

Para além das relações anatómicas directas, o Osteopata tem que pensar globalmente e assim na relação do SN Autónomo (Simpático e Parasimpático) com a função de regulação da mucosa nos seios perinasais. É de extrema importância aos segmentos C-8 a T-2 pela origem da inervação simpática via gânglio superior, bem como o parasimpático via nervo facial.

O Osteopata usa os seus conhecimentos e perícia de técnica, na facilitação de fluxo nervoso, aumento de mobilidade e drenagem das regiões citadas.

Normalmente consegue-se uma alteração de função e dos sintomas em 6/10 tratamentos.

Mais uma vez dou ênfase à necessidade de se procurarem Osteopatas qualificados que preservem a segurança do paciente e aumentem a sua saúde.

Ref: Medipédia.pt, Foundations for Osteopathic Medicine, Danny Sher-Osteopath

21 Janeiro, 2009

Asma- tratamento Osteopático

Antes de tentar qualquer tratamento é importante que o Osteopata conheça a fisiopatologia e a biomecânica envolvente na Asma Brônquica.

Fisiopatologia
A Asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas e é definida por uma hiperactividade (crónica) dos tecidos pulmonares o que resulta numa constrição da árvore traqueobrônquica. Normalmente começa na infância e as suas manifestações evoluem de forma insidiosa, por episódios de exacerbação provocados pelos estímulos desencadeantes, como: ácaros, pólens, pêlos de animais, fungos, aspirina e outros anti-inflamatórios não-esteróides, exercício, stress emocional, etc. Por definição, as vias aéreas (árvore brônquica, alvéolos pulmonares, laringe) estão, de forma crónica, inflamadas e hiper-reactivas a estímulos "normalmente" inofensivos, provocando uma contracção das suas paredes , produzindo excesso de mucosa, broncoespasmo e edema. O estreitamento destas vias, provoca à passagem de ar, dificuldade na expiração e os sintomas característicos da Asma: pieira, dispneia, aperto do tórax e tosse. A cronicidade da Asma causa hipertrofia e fibrose do músculo liso dos brônquios, aumento do número de vasos sanguíneos na mucosa brônquica e a pulmões hiperventilados.

Observação

Na observação, o Osteopata foca-se principalmente nos mecanismos mecânicos da respiração, isto é, na relação entre a coluna toráxica, cervical, clavículas, esterno e escápulas umerais com o diafragma, na palpação dos músculos secundários respiratórios e faciais, muitas vezes assimétricos e de função comprometida, procurando sempre a disfunção osteopática em todas estas estruturas, palpando e pesquisando áreas de hipo e hipermobilidade.

Exame Semiológico

No exame do paciente asmático, o Osteopata presta atenção ás estruturas directamente envolvidas na respiração:

-Vértebras torácicas superiores e costelas (inervação do SN Simpático aos pulmões);

- Nervo Vago e Acessório (inervação músculos pescoço, dos brônquios, vísceras do tórax e abdómen);

-Musculatura dos músculos acessórios da respiração e Diafragma.
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Tratamento
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» Melhoria dos mecanismos respiratórios.
» Reequilíbrio do SN Simpático e Parasimpático.
» Melhoria da drenagem linfática.
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O Osteopata deve realmente fazer um tratamento holístico no asmático. Procura as disfunções somáticas envolventes no mecanismo da respiração (articulações e músculos). É imperativo o uso de técnicas inibição ou facilitação (depende da disfunção somática) segmentar da torácicas altas, relacionadas com o fluxo nervoso parasimpático e simpático aos brônquios. O nervo Vago e Frénico tem grande importância no tratamento do paciente e por isso articulação occipital/atlas é fundamental neste ponto.
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O Osteopata deve ter uma abordagem multifactorial, isto é, combinar conselhos de exercício físico, de nutrição, de técnicas de relaxamento e conselhos ambienciais.
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Ref Bibliográficas: Danny Sher, Osteopath; Clinical Medicine-Kumar and Clark; Foundations for Osteopathic Medicine