29 dezembro, 2010

Um bom 2011!

A todos os meus leitores desejo um bom ano! Que o próximo ano seja um de óptima saúde, de melhoria de qualidade de vida e de muitos sucessos pessoais. Espero que este espaço tenha contribuído de alguma forma, para esclarecer, responder ou aprender informação e sem a vossa presença este blog não faria sentido. Por isto, agradeço-vos a todos, aos que não só em Portugal, como à volta do mundo passam por aqui. Aproveito as palavras do Sr. Embaixador Britânico para fazer um voto especial, ao meu País, para que em 2011 e nos anos que se seguem, seja visto assim, por todos nós.


Coisas que nunca deverão mudar em Portugal

Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria.  Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me,  em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010


1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária.  O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.

3. A variedade da paisagem.  Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies  do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.

6. A inocência.   É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.

8.  As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.

9.  A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado,  e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10.  Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.

Então,  terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços.



No Jornal Expresso, do dia 18 de Dezembro de 2010. Artigo do Embaixador da GB ao deixar Portugal. 

27 novembro, 2010

Explicação do efeito placebo da pulseira Power Balance

Sempre me interessei por estes fenómenos de massa, sem no entanto entender a adesão e crença cegas ao que o senso comum capta de imediato como falácia. De qualquer modo e em defesa do consumidor, o efeito placebo é realmente importante e se for preciso uma pulseira para melhorar o estado físico ou emocional, então força! Quantas mais melhor.

Aqui está uma bela explicação de como funciona a pulseira do equilíbrio (em francês com legendas em inglês).


video

14 novembro, 2010

Class Day Lecture 2009: The Uniqueness of Humans


O Professor Robert Sapolsky, grande nome da neurologia, neurociência, neurocirurgia e biologia fala da singularidade dos Seres Humanos.

13 novembro, 2010

O cérebro de um adulto muda tanto como o de uma criança, quando aprende a ler

Regra geral converso muito com os meus pacientes sobre a necessidade de fazerem exercício físico, sobre os cuidados que devem ter com a sua postura, ergonomia no trabalho, recomendo exercícios domésticos e explico como o nosso modo de vida citadino pode ser "contra natura", no entanto, o exercício mental é fundamental para a manutenção das capacidades cognitivas, da memória, da visão, do raciocínio lógico e abstracto. Na Osteopatia, como noutras terapêuticas, acreditamos na visão holística do indivíduo. Não há separação dos aspectos emocionais, físicos ou intelectuais...somos um rio, tudo flui e interage, renovando-se constantemente e sobretudo nunca é tarde para começar, para aprender, para mudar, afinal as nossas capacidades inatas estão sempre presentes.

Deixo-vos um excerto de uma notícia do Público, sobre um estudo inédito publicado na Science, que podem ler na íntegra clicando no título da mensagem.

"Cientistas e voluntários portugueses participaram num estudo internacional inédito sobre os efeitos da leitura no córtex cerebral, comparando analfabetos, leitores e ex-iletrados.

Quando se aprende a ler, é como se uma armada vitoriosa chegasse às costas desprevenidas do nosso cérebro. Muda-o para sempre, conquistando territórios que eram utilizados para processar outros estímulos - para reconhecer faces, por exemplo - e estendendo a sua influência a áreas relacionadas, como o córtex auditivo, para criar a sua própria fortaleza: uma nova zona especializada, a Área da Forma Visual das Palavras. Isto acontece sempre, quer se tenha aprendido a ler aos seis anos ou já na idade adulta.

Esta é uma das conclusões de um estudo internacional publicado hoje na edição online da revista Science, em que participaram cientistas portugueses - e voluntários portugueses também, pessoas que aprenderam a ler já tarde na vida.

"Este é o primeiro trabalho que compara o cérebro de pessoas letradas e analfabetas, mas também de ex-iletradas (que aprenderam a ler em adultos)", explica José Morais, professor jubilado de Psicologia da Universidade Livre de Bruxelas e um dos autores do artigo..."

Por Clara Barata, no Público

27 setembro, 2010

Síndrome do Canal ou Túnel Cárpico e Tratamento Osteopático


O síndrome do canal ou túnel cárpico significa uma compressão do nervo mediano ao nivel do canal cárpico, no punho, um canal osteo-fibroso formado pelos ossos do carpo e pelo ligamento transverso do carpo.

O nervo mediano é um nervo misto, isto é, dá informação motora a alguns músculos da eminência tenar e intrínsecos da mão, assim como, informação sensitiva da região palmar da mão, da face palmar dos 3 primeiros dedos e metade do 4º e da face dorsal dos 4 primeiros dedos. Para além do nervo mediano, passam no canal cárpico os tendões dos músculos flexores dos dedos, sendo que as tenossinovites a este nível, no quadro das doenças reumáticas, sejam a causa mais conhecida do síndrome. Estas lesões, das baínhas e cápsulas articulares, são com frequência decorrentes de doenças reumatológicas como o Lúpus, a Gota Úrica e a Artrite Reumatóide, da qual o síndrome do canal cárpico pode ser uma manifestação inicial(as articulações precocemente envolvidas na AR, são as metacarpo-falângicas proximais do 2º e 3º dedos). Para além da doenças reumatológicas como possível causa do síndrome do túnel cárpico, há que incluir outras condições clínicas endócrino-metabólicas, como a diabetes, o hipotiroidismo, a amiloidose, a insuficiência renal, a acromegália e factores vocacionais/traumáticos como a fractura do punho, actividades profissionais/ atléticas com movimentos repetitivos de hiper-extensão, hiper-flexão do punho, exposição ao frio ou vibração e outros. Afecta mais as mulheres entre os 40 e 60 anos de idade, mas no homem os factores traumáticos são mais relevantes.

A clínica inicia-se com dores e parestesias nocturnas, no território do nervo mediano (face palmar da mão e 3 primeiros dedos, com dor na eminência tenar e interfalângicas distais do 2º e 3º dedos e, interfalângica próximal do 1º dedo), sendo por vezes mais difusas com irradiação ascendente (face ventral do antebraço) e associadas a movimentos. Numa fase mais tardia pode haver diminuição da força, principalmente em movimentos de precisão ou pega e posteriormente atrofia muscular. O paciente queixa-se muitas vezes de "sensação de inchaço" nos dedos e dor no pulso.

O exame neurológico é indicador de diagnóstico, tendo o Osteopata que ter um conhecimento profundo de neurofisiologia, anatomia e experiência clínica para o fazer, aliás, como o faz com todos os pacientes com sintomas de neuropatia. Os estudos de electrocondução nervosa sensitiva e a electromiografia são os meios de diagnóstico mais importantes e devem ser feitos se houver suspeita de patologia reumatológica ou se o paciente não responder à terapêutica.

O tratamento Osteopático utiliza técnicas de  abertura do canal cárpico, técnicas neurodinâmicas para o nervo mediano, técnicas miofasciais de todo o membro superior, técnicas que mobilizam a coluna cervical e tecidos adjacentes para permitir um melhor fluxo nervoso do plexo braquial (conjunto de nervos que saem da cervical para o membro superior), técnicas de mobilização da coluna toráxica e costelas para reduzir o fluxo simpático, aumentar o fluxo arterial e reduzir a congestão linfática.

Referências:
Reumatologia Clínica- Mário Viana de Queiroz
Foundations for Osteopathic Medicine, second edition

14 setembro, 2010

Current understanding of the relationship between cervical manipulation and stroke: what does it mean for the chiropractic profession?

Abstract

The understanding of the relationship between cervical manipulative therapy (CMT) and vertebral artery dissection and stroke (VADS) has evolved considerably over the years. In the beginning the relationship was seen as simple cause-effect, in which CMT was seen to cause VADS in certain susceptible individuals. This was perceived as extremely rare by chiropractic physicians, but as far more common by neurologists and others. Recent evidence has clarified the relationship considerably, and suggests that the relationship is not causal, but that patients with VADS often have initial symptoms which cause them to seek care from a chiropractic physician and have a stroke some time after, independent of the chiropractic visit.

This new understanding has shifted the focus for the chiropractic physician from one of attempting to "screen" for "risk of complication to manipulation" to one of recognizing the patient who may be having VADS so that early diagnosis and intervention can be pursued. In addition, this new understanding presents the chiropractic profession with an opportunity to change the conversation about CMT and VADS by taking a proactive, public health approach to this uncommon but potentially devastating disorder.

Donald R Murphy1,2,3

1 Rhode Island Spine Center, 600 Pawtucket Avenue, Pawtucket, RI 02860, USA
2 Department of Community Health, Alpert Medical School of Brown University, Providence, RI, USA
3 Department of Research, New York Chiropractic College, Seneca Falls, NY, USA

Chiropractic & Osteopathy 2010, 18:22 doi:10.1186/1746-1340-18-22

06 setembro, 2010

Dor Lombar ou Lombalgia




Não existe uma só causa para as dores lombares, pelo contrário, muitas são as causas possíveis de lombalgia e sintomas a esta associada. Porém, a maioria de dores lombares não tem uma patologia séria como etiologia e melhoram sem intervenção cirúrgica.



Definiu-se que a lombalgia pode ser agrupada em 3 grandes grupos:
  1. Lombalgia não- específica (dor lombar simples).
  2. Por compressão/ irritação de uma raiz nervosa.
  3. Por patologia específica (grau mais sério).
Cada um dos grupos que se segue tem várias subcategorias e dão uma visão geral sobre as causas de dor lombar:


Grupo 1


Lombalgia não-específica

É seguramente o tipo mais frequente de dor lombar e 95% dos pacientes enquadram-se neste grupo.

Sub-categoria

Espasmo muscular lombar, dor mecânica/ postural lombar, distensão muscular lombar, dor lombar simples, causas degenerativa (discartrose, espondiloartrose http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2008/10/tratamento-na-osteoartrose.html,  http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2008/10/osteoartrose.html) ), síndrome do piriforme, disfunção sacro-ilíaca.

Grupo 2

Compressão/ irritação de uma raiz nervosa

Menos de 5% dos pacientes têm uma verdadeira compressão nervosa. Há muitas outras causas que podem mascarar uma sintomatologia semelhante. Normalmente as compressões ou irritações nervosas são provocadas por protrusões, prolapsos ou hérnias discais. O termo clínico é lomboradiculalgia.

Subcategoria

Prolapsos, protrusões, hérnias discais. Ciatalgia ou "ciática" ( http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2011/05/hernia-e-prolapso-discal-tratamento-de.html).

Grupo 3

Patologia específica

Menos de 1% da população tem patologias sérias como causa para as dores lombares. A maioria é tratável e não representa perigo para a vida dos pacientes, embora precisem de um acompanhamento médico especializado.

Subcategoria

Tumores, infecções, fracturas, patologias inflamatórias (ex: espondilite anquilosante), osteoporose, cauda equina, espondilose, espondilolistese, dor lombar por patologia renal.

Os Osteopatas com formação académica adequada são terapeutas preparados para fazer um questionário específico e interpretar os dados clínicos, de modo a despistar uma patologia mais séria e a fazer um diagnóstico da causa de dor do paciente, encaminhando-o, se houver necessidade, para um médico da especialidade.
Volto a salientar que a responsabilidade maior do Osteopata é a segurança do paciente que está à sua frente.

Referências:
Waddell, G. (2004) The back pain revolution. 2nd edn. London: Churchill Livingstone; National Institute for Clinical Excellence. Referral advice. A guide to appropriate referral from general to specialist services.2001; Royal College of General Practitioners. Clinical Guidelines for the Management of Acute Low Back Pain.1999.

14 abril, 2010

Dor no Cóccix- Coccidinia e Tratamento Osteopático

O Cóccix é o conjunto de vértebras (3 a 5) que termina a coluna vertebral e se articula com o osso do sacro através da articulação sacro-coccígea, unidos por um disco fibrocartilaginoso e pelos ligamentos sacro-coccígeos anterior, laterais, posterior e intercornais.

O nome Coccidinia significa dor na região do Cóccix, que pode ser de moderada a aguda e que pode ter muitas etiologias (causas) e por isso tratamentos diferentes. Regra geral os sintomas são desencadeados por se sentar em superfícies duras, por movimentos repetitivos (saltar, correr, no caso dos atletas), no movimento de levantar depois de estar sentado muito tempo, nas relações sexuais, sobretudo nas mulheres, e na defecação.

A causa mais frequente é o traumatismo directo sobre um eixo vertical do osso do cóccix ou tecidos adjacentes, (queda, acidente), cirurgia ou luxações por esforços repetitivos (atletas). A Coccidinia é complexa no seu diagnóstico e contexto biomecânico, sedo as mais frequentes causas de dor, a fractura sacro-coccígea, a subluxação do cóccix ou outras disfunções da cintura pélvica e sacro, o que levam à hiper ou hipomobilidade do cóccix.

A Coccidinia é 5 vezes mais frequente nas mulheres (justificado pela anatomia) do que nos homens.

A melhor forma de diagnóstico de subluxação do cóccix é o RX nas posições de pé e sentado.

A articulação sacro-coccígea de facto permite algum movimento (por isso tem ligamentos e um pequeno disco) e não é em fusão como descrito em alguns manuais.

O tratamento Osteopático varia e depende obviamente da causa da disfunção. Em termos gerais, o tratamento engloba técnicas específicas que permitam um relaxamento dos músculos e ligamentos adjacentes, um reequilíbrio do jogo articular da coluna lombar, bacia, coxo-femorais, sacro e cóccix, aconselhamento de exercícios domésticos.

É importante salientar que por vezes o tratamento tem de ser via interna, pelo recto, conforme a posição e restrição do cóccix, mobilizando o cóccix gentilmente numa orientação específica. Esta será uma abordagem que, não obstante os bons resultados, tem de ser consentida e devidamente explicada ao paciente.

Como melhorar a sua postura em 2 minutos...



22 março, 2010

Osteopathic manipulative treatment for low back pain: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials

John C Licciardone (1) , Angela K Brimhall (2) and Linda N King (3)

1 Osteopathic Research Center, University of North Texas Health Science Center, Fort Worth, TX 76107, USA
2 Department of Family Medicine, University of North Texas Health Science Center, Fort Worth, TX 76107, USA
3
Gibson D. Lewis Health Science Library, University of North Texas Health Science Center, Fort Worth, TX 76107, USA
Abstract

Background

Osteopathic manipulative treatment (OMT) is a distinctive modality commonly used by osteopathic physicians to complement their conventional treatment of musculoskeletal disorders. Previous reviews and meta-analyses of spinal manipulation for low back pain have not specifically addressed OMT and generally have focused on spinal manipulation as an alternative to conventional treatment. The purpose of this study was to assess the efficacy of OMT as a complementary treatment for low back pain.

Methods

Computerized bibliographic searches of MEDLINE, EMBASE, MANTIS, OSTMED, and the Cochrane Central Register of Controlled Trials were supplemented with additional database and manual searches of the literature.
Six trials, involving eight OMT vs control treatment comparisons, were included because they were randomized controlled trials of OMT that involved blinded assessment of low back pain in ambulatory settings. Data on trial methodology, OMT and control treatments, and low back pain outcomes were abstracted by two independent reviewers. Effect sizes were computed using Cohen's d statistic and meta-analysis results were weighted by the inverse variance of individual comparisons. In addition to the overall meta-analysis, stratified meta-analyses were performed according to control treatment, country where the trial was conducted, and duration of follow-up. Sensitivity analyses were performed for both the overall and stratified meta-analyses.
Results

Overall, OMT significantly reduced low back pain (effect size, -0.30; 95% confidence interval, -0.47 – -0.13; P = .001). Stratified analyses demonstrated significant pain reductions in trials of OMT vs active treatment or placebo control and OMT vs no treatment control. There were significant pain reductions with OMT regardless of whether trials were performed in the United Kingdom or the United States. Significant pain reductions were also observed during short-, intermediate-, and long-term follow-up.

Conclusion

OMT ( Osteopathic manipulative treatment) significantly reduces low back pain. The level of pain reduction is greater than expected from placebo effects alone and persists for at least three months. Additional research is warranted to elucidate mechanistically how OMT exerts its effects, to determine if OMT benefits are long lasting, and to assess the cost-effectiveness of OMT as a complementary treatment for low back pain.
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The electronic version of this article is the complete one and can be found online at: http://www.biomedcentral.com/1471-2474/6/43

Published:
4 August 2005

© 2005 Licciardone et al; licensee BioMed Central Ltd.This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0), which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.