19 dezembro, 2011

Projecto de Acreditação Membros APO ( Associação de Profissionais de Osteopatia)

Apresentação do Projecto

Introdução:

Em Portugal foi aprovada pelos actuais Partidos do Governo (PSD e CDS/PP) na Assembleia da República (AR) a Resolução da Regulamentação da Osteopatia nº 64, datada de 28 Julho 2003, e por unanimidade foi aprovada a Lei do Enquadramento Base das Terapêuticas Não Convencionais nº45/2003 de 22 de Agosto. No dia 21 de Outubro de 2011 foi aprovado por unanimidade na AR Projecto de Resolução 22/XII que recomenda ao Governo a regulamentação da Lei n.º 45/2003, de 22 de Agosto, também aprovada por unanimidade na AR., relativa ao enquadramento base das terapêuticas não convencionais.

Enquanto aguardamos a regulamentação com vista a definir os parâmetros específicos de credenciação, formação, certificação dos profissionais e avaliação das equivalências a Associação de Profissionais de Osteopatia (APO) através dos seus membros desenvolveu um projecto intra-associativo de acreditação para novos membros. Este processo de acreditação, deve consubstanciar-se verificando-se nos mais elevados parâmetros de segurança, competência e conhecimento, demonstrando que estes profissionais candidatos à APO sabem dos seus limites individuais e profissionais.
Dentro do mesmo âmbito este acto de acreditação para poder ser-se membro da APO, após aprovação individual do candidato, será certamente mais um ponto de partida e de desenvolvimento individual, possivelmente abrirá uma forma de enriquecimento do conhecimento, de reflexão e de preparação para com a regulamentação Estatal que se avizinha, pese embora, não seja garante para qualquer outra situação, excepto, no que concerne o poder ser-se membro de pleno direito da APO.

Igualmente, pelo sentido e pelo estado actual ‘das coisas’, temos a certeza que um rigoroso e imparcial processo será oficialmente liderado pelo actual Ministério da Saúde, tal só honrará a Nação tanto a nível interno como Internacional.

Visão do Projecto para membro de pleno direito da APO

·         Unir e elevar os padrões de conhecimento dos Osteopatas em Portugal.
·         Uniformizar os níveis de competência clínica dos Osteopatas usando os padrões utilizados no Reino Unido.
·         Revolucionar a qualidade da Osteopatia em Portugal.

Objectivos do Projecto

·         Preparar activamente os Osteopatas/Candidatos à APO que pretendam elevar os seus padrões de conhecimento e prática clínica, seguindo os modelos de prática Osteopática em Países onde Osteopatia está regulamentada.
·         O projecto engloba mentorização e apoio aos Osteopatas candidatos num processo de desenvolvimento profissional contínuo, uniformizando os níveis de competência com vista á preparação para a futura regulamentação.
·         Após a conclusão deste projecto com aprovação o Osteopata é aceite como membro de pleno direito na APO.
·         Contribuir activamente para o processo de regulamentação que defenda o maior interesse da Osteopatia em Portugal.
·         Apoiar os Osteopatas interessados no processo de registo no General Osteopathic Council no Reino Unido.

Etapas do Projecto

1.   Sessão de esclarecimento e apresentação do projecto, que engloba perfil, portfolio e             secção prática
2.   Candidatura através da apresentação do Perfil profissional.
3.     Secções de Desenvolvimento Profissional Continuo com vista à preparação do Portefólio   e Secção Prática
4.     Entrega do Portefólio
5.     Secção Prática
6.      Diagnóstico individualizado a cada Candidato

Para mais informação:
                               aposteopatia@gmail.com

Atentamente

Direcção da APO

The Role of Fascia in Manipulative Treatment of Soft Tissues

        
 
B Leon Chaitow: 


Due to trauma or inflammation fascia may shorten and what was previously a pain free range of motion may become painful and restricted. (Langevin 2008)

“Fascia forms a gliding interface with underlying muscle [allowing] free excursion of the muscle under the relatively immobile skin. A plane of potential movement exists in the form of the areolar tissue layer, [apparently] lined with a lubricant, hyaluronic acid.”
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Binding may occur among layers, that should stretch and glide on each other, potentially impairing motor function. (Fourie 2012).
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Many therapeutic manual approaches claim to relieve such dysfunctional states, with some hypothesised explanations. “In order to achieve a viscoelastic deformation during manual intervention, without causing tissue damage, … there should be no slow increase in the applied force. Rather it is recommended that a fairly constant force be maintained, for up to 60 seconds, in order to allow for a plastic stress relaxation response of the tissue.” (Chaudhry et al 2008).
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Examples include:
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· Schleip (In Press) suggests some responses may relate to a sponge-like squeezing and refilling in the semi-liquid ground substance.

· Loose connective tissue and light tissue stretch “may be key to the therapeutic mechanism of treatments using mechanical stimulation of [loose] connective tissue” (Langevin 2005) e.g myofascial release (Pilat 2009)

· Collagen architecture responds to loading (Kjaer et al 2009)Load can be used therapeutically to stimulate tissue repair and remodelling in tendon, muscle, cartilage and bone. Exercise and manual methods stimulate tissue repair and remodelling in tendon, muscle, cartilage and bone.

Mechano-coupling = Physical load (often shear or compression) that perturbs cells, transforming into various chemical signals - within and among cells.

Cell–cell communication = Stimulus in one location leads to a distant cell registering a new signal, despite distant cell receiving no mechanical stimulus.

Effector cell response = Mechanical loading stimulates protein synthesis at the cellular level, promoting tissue repair and remodelling(Kahn & Scott 2009)
· Trigger point release may involve repetition of voluntary isometric contractions that initiate lengthening of the series elastic (fascial) component of sarcomeres. (Simons 2002).
· Active scars restrict movement and produce pain - relieved by treatment (Kobesová, 2007)
· Following visceral mobilization post-operative adhesion severity & number of adhesions were significantly lower, in a rat model (Bove & Chapelle 2012)
· Connective tissue massage (‘skin rolling’) has been shown, via ultrasound imaging, to modify collagen density. (Pohl 2010)
· Evidence supports the possibility that ligamento-muscular reflexes can have inhibitory effects on muscles associated with that joint.”(Solomonow 2009)
· Strain direction, frequency and duration, impact important fibroblast functions known to mediate pain, inflammation and ROM” (Standley & Meltzer 2008)
· Fascial Manipulation (FM®)) studies suggests that fascia involves specific organizational relationships with associated muscles. (Borgini et al 2010)
· Tool assisted treatment (e.g. Graston) produces mechanical deformation that influences extracellular matrix, modulating synthesis of proteoglycans and collagen, apparently influencing connective tissue rehabilitation (Chiquet 2003)
· Klingler (2012) reports that heat in the therapeutic range, relaxes many fascial contractures associated with myofascial dysfunction. (IN PRESS)
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REFERENCES
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· Bove, G Chapelle S 2012 Visceral mobilization can lyse etc JBMT IN PRESS
· Borgini E et al 2010 How much time is needed to modify fascial fibrosis? JBMT 14(4):318-325
· Chaudhry H et al 2008. Three dimensional model for deformation of human JAOA, 108, 8, August 2008.379.
· Chiquet M et al 2003 Matrix Biol. 2:73-80
· Fourie W 2012 Scar Treatment Methods. IN: Schleip R Findley T Chaitow L Huijing P (Eds) Fascia - The Tensional Network of the Human Body:. Elsevier IN PRESS
· Huijing PA 2009 Journal of Biomechanics. 42(1):9-21
· Khan K M Scott A 2009 Mechanotherapy:. British J Sports Medicine 43:247–251
· Kjaer M, et al 2009 From mechanical loading to collagen synthesis. Scand J Med Sci Sports 19(4):500-510
· Klingler W 2010 IN: Chaitow L Lovegrove R (Eds.) Practical Physical Medicine Approaches to Chronic Pelvic Pain (CPP) & Dysfunction Elsevier IN PRESS
· Kobesova A et al 2007 Jnl. Manipulative & Physiological Therapeutics 30(3):234-238
· Langevin H et al 2005. American Journal of Physiology and Cell Physiology 288: C747-C756
· Langevin H 2008.. In: Audette, Bailey (Eds.) Integrative Pain Medicine. Humana
· McCombe D et al 2001 Jnl. Hand Surgery 26B:2: 89-97
· Pilat A 2009 Myofascial induction approaches for headache. In: Fernández-de-las- Peñas C Arendt-Nielsen L Gerwin RD (ed). Tension Type and Cervicogenic Headache: pathophysiology, diagnosis and treatment. Boston: Jones & Bartlett Publishers
· Pohl H 2010 Changes in structure of collagen distribution in the skin JBMT 14(1):27-34
· Schleip R 2012 Strain hardening of fascia: Static stretching of dense fibrous connective tissues can induce a temporary stiffness increase accompanied by enhanced matrix hydration. JBMT IN PRESS
· Simons D 2002 Understanding effective treatments of myofascial trigger points. Jnl Bodywork and Movement Therapies 6(2):81-88
· Solomonow M 2009 J. Bodywork Movement Therapies 13(2) 136-154
· Standley P Meltzer K 2008 Effects of Repetitive Motion Strain (RMS) & Counter-Strain (CS), on fibroblast morphology and actin stress fiber architecture Jnl.Bodywork & Movement Therapies, 12(3):201-203'

O que esperar da consulta?



A 1ª consulta inclui uma anamnese (história clínica do paciente), um exame clínico (que pode incluir o exame ortopédico, neurológico, cárdio-vascular, etc.), um exame Osteopático, a análise dos exames complementares, se houverem, um diagnóstico e o 1º tratamento. Normalmente dura 1h.
Os tratamentos seguintes podem ter a duração de 30 min a 45 min. Esta variação depende do diagnóstico, da condição do paciente e de outros factores intrínsecos do caso clínico.
Na consulta e respectivos tratamentos, pode ser pedido ao paciente que tire algumas peças de roupa ou que fique em roupa interior, por isto, é importante que o doente venha com uma roupa interior que se sinta confortável. É sempre salvaguardado o seu bem estar e pedido o seu consentimento. Após esta avaliação só fica descoberta a área que está a ser tratada.
Depois de um exame clínico e de um diagnóstico feito, o Osteopata inicia o respectivo tratamento usando um leque vasto de técnicas que actuam nos tecidos (articulares, muscular, fascial, visceral, neural, vascular e linfático), que varia consoante o diagnóstico e a sintomatologia, promovendo a regeneração celular, a reorganização músculo-esquelética e o reequilíbrio orgânico. O Osteopata possui conhecimentos profundos em várias áreas das ciências médicas, para poder fazer um diagnóstico diferencial e conhecer as contra-indicações.
No tratamento Osteopático podem devem ainda ser abordadas áreas como, a nutrição, ergonomia ou exercícios específicos. Sempre que necessário deve existir uma inter- acção com médicos, frequentemente com Reumatologistas, Neurocirurgiões ou Clínicos de Medicina Familiar, áreas para as quais a Osteopatia mais refere.
Nas consultas e tratamentos os pacientes podem fazer-se acompanhar por uma outra pessoa.

Contactos



http://www.clinicanavegantes.com/

Morada: Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, Nº 14 A, Moínho das Antas, Oeiras

Telef: 214412533- 967664862 ( Clínica)

Telem: 963452494- 914409782 ( Osteopata)

 
Protocolos e Acordos: Para informações sobre 

protocolos estabelecidos e acordos com seguradoras, contacte a clínica.







Morada: Avenida Aida, n.º 153 Bloco B Loja, 2765-187 Estoril

Telefone: 21 923 63 81

Telem: 963452494- 914409782 ( Osteopata)

Protocolos e Acordos: Para informações sobre 

protocolos estabelecidos e acordos com seguradoras, contacte a clínica.



Osteopatia- Bruno Moreira Campos







Bruno Moreira Campos







  • Membro e tesoureiro da APO ( Associação de Profissionais de Osteopatia).

  • Contactos: 914409782/ 963452494

Desde cedo que se interessou pela actividade física, tendo feito alguns cursos profissionais na área do desporto e fitness. Foi no exercício desta componente profissional que se começou a interessar pela recuperação, cura e ajuda a pacientes com problemas do foro músculo-esquelético. Na procura de formas de ajudar o próximo com as suas mãos e conhecimento, encontrou a Osteopatia. 


Graduou-se em 2003 pela Oxford School of Osteopathy, um pólo da Oxford Brookes University, em parceria com o Centro Osteopático de Lisboa. O grau académico é reconhecido pela Direção Geral de Ensino Superior. Mais tarde, continuou a sua formação académico-profissional e abraçou um processo árduo mas compensador que culminou no seu registo profissional no GOsC. Foi formador no ensino pós- graduado e pré- graduado de Osteopatia, nas áreas da sua paixão- a Neurofisiologia e Neuroanatomia.


Exerce clínica Osteopática há cerca de 10 anos e é o CEO da Osteoform

É formador e criador dos cursos Mobilização Neural na Prática Clínica.

Foi também formador nos cursos de:

  • Pós- Graduação em Osteopatia, no ISEC, em matérias especializadas sobre o ombro doloroso e hérnias discais; 
  • Pós- Graduação em Osteopatia Craniana, no ISEC, na área de Neurofisiologia aplicada à prática; 
  • Pós- Graduação em Osteopatia, na Escola Universitária Vasco da Gama em parceria com o ITS; 
  • Osteopatia avançada no Instituto Técnicas de Saúde; 
  • Terapias manipulativas e Osteopáticas no Instituto Técnicas de Saúde;
  • "Projecto de Acreditação de membros APO". 

    25 novembro, 2011

    Clinical review: What is happening when we manipulate the lumbar spine?



    Gostei bastante do artigo e partilho com o leitor. Um estudo objectivo e relevante, embora insuficiente como o autor diz, à prática clínica Osteopática. A evidência em Osteopatia é um tema que apaixona qualquer Osteopata e são precisos mais estudos, mais completos, para o desenvolvimento científico de uma ciência viva como a Osteopatia.






    "For decades, physical therapists, osteopaths and chiropractors have manipulated the spine in countless patients with low back pain. Despite proposed theories to explain the effects and prediction rules to forecast who will receive benefit, little evidence has been produced to tell us what is actually occurring when the back is manipulated. A prospective case series, published in last months edition of Spine , investigated the immediate and short-term effects of a high-velocity, low amplitude spinal manipulation on those with low back pain.

    The authors of this case series recruited fifty-one participants with complaints of low back pain and analyzed several variables over a three-session period. The participants completed an Oswestry disability index (ODI), numeric pain rating, Fear Avoidance Beliefs Questionnaire (FABQ) and pain body diagram at the beginning of each session. Associations between the subjective scores and objective measurements were examined later using linear regression.

    Next, the authors objectively measured spinal stiffness and multifidus function pre- and post-manipulation. Spinal stiffness of L3 was measured in each participant while lying in a prone position . A mechanized indentation instrument was used to obtain objective levels of stiffness. The instrument worked by having a probe produce an indentation three times at L3, and then a mean level of stiffness was calculated from the three measurements. A slope of the force displacement was then used to calculate global stiffness (representing the stiffness of tissues throughout the indentation) and a terminal stiffness (representing the stiffness at the end of indentation). The level of L3 was chosen in this experiment because the motion of L3/4 was less likely to be painful and does not differ from L4/5 motion (the level from which multifidus measures were to be taken). Also, previous studies have demonstrated the effects of lumbar spinal manipulation are non-specific and would likely affect L3/4.

    Following stiffness measures, multifidus thickness (of the more symptomatic side) was assessed next via ultrasound. The examiners performed this by having the patient produce a submaximal contraction in a prone position (which has been shown to have reliability).
    Following both of these measures, a physical therapist or chiropractors performed a lumbar spinal manipulation. Following the manipulation, immediate measurements of spinal stiffness and multifidus thickness were reexamined. This regimen was performed in sessions one and two. On session three, a final measurement of stiffness and multifidus thickness was taken without a manipulation.

    The results of this study showed significant immediate decreases in global stiffness and less initial terminal stiffness of the lumbar vertebrae following spinal manipulation, regardless of the patients perceived outcome. ODI score improvements were also related to those with a greater decrease in stiffness. An immediate increase in multifidus recruitment occurred following the spinal manipulation and an immediate change was associated with those who fit the clinical prediction rule for manipulation, indicating the likely responder correlated with greater immediate increase in lumbar multifidus recruitment.

    This study was necessary for several reasons. As therapists, we often perform manual techniques on patients. Despite having theories to support use, there is still alot that is not understood. This study provided some preliminary evidence to support the notion that manipulation helps improve stiffness as well as activation of lumbar musculature. The mechanisms behind the effects are likely a multifactorial combination of mechanical and neurophysiological and much further research needs to be conducted to not only further examine the immediate effects, but also the long-term effects on these variables. This study also further supports the use of the clinical prediction rule for determining responders to lumbar manipulation (a review of this is provided below) and helps guide us in understanding, why some respond to manipulation better than others.

    Clinical Prediction Rule for Lumbar Manipulation:

    1. Duration of symptoms < 16 days
    2. No symptoms distal to the knee
    3. FABQ work subscale < 19
    4. At least 1 hypomobile segment
    5. Greater than or equal to 35 degrees of hip IR (in at least 1 hip)"

    Referência: Fritz JM, Koppenhaver SL, Nawchuk GN, et al. Preliminary Investigation of the Mechanisms Underlying the Effects of Manipulation. Spine 2011: 36; 1772-1781.

    18 novembro, 2011

    O que é a Osteopatia?

     A Osteopatia é um sistema reconhecido de diagnóstico e tratamento, que tem como ênfase principal, a integridade da estrutura e da função do corpo. É distinta no facto que reconhece que a maior parte da dor e incapacidade sentida, advém de disfunções da estrutura corporal e/ ou de lesões na estrutura provocadas pela doença.
    General Osteopathic Council (Ordem de Osteopatas do Reino Unido)

    Existem 4 grandes princípios Osteopáticos
    1- As estruturas (ossos, músculos, órgãos, etc.) estão reciprocamente inter-relacionadas com as suas funções, não são meras peças anatómicas, mas sim orgãos vivos. O sistema neuro-músculo-esquelético é regulador de todos os outros sistemas e por isso disfunções dos componentes somáticos (componentes neurais, miofasciais, articulares, etc.) podem não ser apenas uma manifestação de disfuncionabilidade, mas um factor que contribui para a própria disfunção.
    2- O organismo tem a capacidade de se auto-regular e curar uma vez eliminados os obstáculos que promovem a doença.
    3- O sangue transporta todos os nutrientes necessários ao funcionamento saudável dos tecidos. Uma boa circulação vascular e nervosa é essencial para o bom funcionamento do organismo e uma componente vital na interpretação holística do paciente.
    4- O corpo é uma unidade em movimento. 70% do mesmo é composto por músculos, articulações, nervos, ligamentos, etc., que interagem entre si constantemente, ou seja, é puramente mecânico. O bom Osteopata é portanto aquele que entende a complexa engenharia do corpo humano, relaciona-a na pesquisa de causalidade para os sintomas e aplica-a no seu tratamento. 
    A Osteopatia usa o aparelho neuromusculoesquelético para “manipular” os vários tecidos (articular, miofascial, nervoso, etc.) com o objectivo de criar integridade, liberdade e movimento, promovendo o fluxo sanguíneo, a absorção de toxinas, o reequilíbrio neuro-somático e neuro-autónomo.    
    É uma Terapêutica puramente manual e sem prescrição de fármacos.
    O Osteopata é um profissional de saúde dos cuidados de saúde primários e possui conhecimentos profundos em várias áreas das ciências médicas, o que lhe deve permitir agir com a segurança do paciente em 1º lugar.

    Da consulta deve-se esperar que o Osteopata faça uma história clínica cuidada e um exame clínico exaustivo.

    17 outubro, 2011

    Osteopatia: Mais do que Técnicas Manipulativas Osteopáticas.

    Enquanto Osteopata, na minha prática clínica, faço uma anamnese cuidada, um exame Clínico e Osteopático rigoroso, diagnostico e decido se posso tratar ou melhorar os sintomas do paciente. A duração do tratamento dependende se se trata de uma lesão aguda ou crónica, sendo este, puramente manual (embora se o Osteopata tiver outras valências pode muito bem usá-las para benefício do paciente). Usam-se as ditas Técnicas Manipulativas Osteopáticas (que são muitas), que dependem do diagnóstico, do tipo de tecido afectado e da cronicidade da disfunção. O Osteopata não se foca apenas na região sintomática e trata o paciente como um todo, correlacionando as alterações biomecânicas e interpretando informação tendo em conta os seus conhecimentos dos vários sistemas do corpo humano. Mas o tratamento Osteopático ultrapassa e vai muito para além das técnicas e do plano de tratamento. Como Osteopata partilho com os meus pacientes dicas e informação que considero importantes, promovendo a prevenção (dando responsabilidade também ao paciente) e que melhoram a sua saúde no geral. Aqui vão algumas:

    > Sabe-se hoje, que a dor crónica é provavelmente fruto de uma alteração da neuroplasticidade provocada por estímulos contínuos no sistema nervoso, mesmo depois da região onde inicialmente existia patologia, estar curada (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2011/06/dor-cronica-elliot-krane-mystery-of.html). A consciência destes mecanismos com a ajuda de algumas técnicas pode minimizar ou resolver o problema da dor crónica. É inegável, hoje em dia, que o lado emocional, a vondade de melhorar e o simples acto clínico de receber algum tipo de tratamento, provoca reacções internas que contribuem para o alívio dos sintomas (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2011/01/placebo-sem-engano.html). Existem várias terapias e práticas que abordam e aprofundam este temas. A Programação Neuro-Linguística- NLP (Neuro-Linguistic Programming), as EFT (Emotional Freedom Techniques, em Português Técnicas de Libertação Emocional)l e técnicas específicas de meditação (mindfulness) são apenas algumas.

    > Dormir bem. No sono são produzidas importantes hormonas que fortalecem o sistema imunitário e que são essencias para a saúde. Dormir 7 a 8h diárias tranquila e profundamente é essencial para optimizar a saúde e evitar a doença (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2011/01/dicas-para-uma-boa-noite-de-sono.html).

    > Suplementação vitamínica e mineral. Se puder e não for contra- indicado tome um suplemento ou tenha uma dieta inteligente e equilibrada. A vitamina D, por exemplo, é essencial. É uma vitamina tipo hormona que regula o cálcio e fósforo no sangue e a sua acção está associada a mais de 3000 genes, como ao metabolismo ósseo, depósito de cálcio nos ossos, aumento de células anti-inflamatórias, prevenção do crescimento anormal de células, prevenção de calcificações vasculares, etc. Recentes estudos associam a insuficiência de exposição solar e consequente diminuição de produção de vitamina D, com a prevalência de Artrites Inflamatórias, Esclerose Múltipla, Diabetes tipo 1, entre outras. A exposição solar (responsável), o óleo de figado de bacalhau, o atum e cereais são alguns dos alimentos ricos nesta vitamina.

    Se tem Osteoporose as vitaminas D,K1,K2, são muito importantes na fixação do cálcio.15 a 20 min de sol diários, a cebola e ómega 3 tb são importantes na manutenção da densidade óssea.

    O óleo de Krill e o CoQ10 são de vital importância no combate aos radicais livres, regeneração celular, manutenção da saúde cardíaca, nervosa, endócrina, etc.*

    Existe evidência científica que o sulfato de Glucosamina e a Condroitina estabilizam a degeneração osteo-articular. É um óptimo tratamento preventivo para a Osteoartrose (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2008/01/sulfato-de-glucosamina-mais-eficaz-e.html).

    > Os benefícios do exercício físico adequado são irrefutáveis e do conhecimento geral. Tenha essa rotina nem que seja 3 vezes por semana, 30 min. Costumo dar exercícios domésticos individualizados aos meus pacientes, para terem a responsabilidade da prevenção e poderem assim minimizar ou neutralizar futuros episódios. A consciência da postura adequada, a dormir, no trabalho ou no dia a dia, adequando caso a caso, é outra das ferramentas que previnem e contribuem para a educação do paciente (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/search/label/Postura%20e%20Ergonomia%20no%20Trabalho).

    > Por fim, não espere até não aguentar de dores para consultar o seu Osteopata. Quanto mais crónico for o problema mais demora a ser tratado. Beba muita água nos dias seguintes ao tratamento, se possível o dia do tratamento e o que precede, não deve ser muito activo e lembre-se que nas primeiras 48h é perfeitamente possível ficar dorido, ou parecer que houve uma ligeira pioria dos sintomas. Não se preocupe e informe o seu Osteopata de tudo.

    * Os conselhos que dou são baseados no meu conhecimento e pesquisa, não são de maneira nenhuma receitas médicas, nem substituem o conselho ou consulta do seu médico.

    11 outubro, 2011

    Uma entrevista minha à SIC, no Jornal da Noite, sobre a Osteopatia e o processo de regulamentação em Portugal.

    video

    13 junho, 2011

    Dor crónica- Elliot Krane: The mystery of chronic pain

    A dor é um sintoma, um mecanismo de aviso que alguma coisa no nosso corpo não está bem. Em células especializadas os transmissores de dor viajam pelo sistema nervoso recolhendo e enviando informação. Na prática clínica em Osteopatia, vemos muitas vezes pacientes com dor crónica. O que a Medicina tem descoberto, é que existem mecanismos neurofisiológicos que alteram a neuroplasticidade de células, enviando sinais permanentes de dor, que podem persistir por tempo indeterminado, mesmo quando a causa primária já não existe. Enquanto Osteopata, acho importante conversar com os pacientes sobre estes mecanismos fisiológicos, com o objectivo de entenderem melhor o seu problema e alguns resultados "contraditórios". 
    O Dr. Elliot Krane fala sobre o complexo sistema da dor crónica, que de um sintoma passa a ser a doença.


    24 maio, 2011

    Formação em Stretching Global Activo

    Um curso muito bom com um formador de alto nível. Inicialmente este curso estava estruturado para ser aplicado apenas na Osteopatia e para Osteopatas, mas resolveu-se alargar o leque a outros profissionais de saúde.


    25 abril, 2011

    Novo estudo Chinês sobre a relação do uso do telemóvel com o tumor da glândula parótida.


    "Correlation between cellular phone use and epithelial parotid gland malignancies"- Duan Y, et al. Correlation between cellular phone use and epithelial parotid gland malignancies, Int J Oral Maxillofac Surg (2011), doi:10.1016/j.ijom.2011.03.007. Published by Elsevier Ltd.
     

    Este estudo recente, publicado na Revista de Cirurgia Maxilo-facial e oral, concluiu que o uso diário de telemóvel, acima das 2h30, aumenta para 3,000% o risco de desenvolver cancro na glândula parótida (glândula salivar), risco provavelmente maior, conclui-se ainda, que o tumor do pulmão pelo tabaco.

    O Dr. Karl Maret, num outro estudo, desenvolve que a radiação electromagnética pode a afectar a densidade óssea,  ao revelar que no grupo de estudo, os homens que usavam o telemóvel à cintura, junto à anca, perderam densidade óssea na coxo-femoral do mesmo lado.

    Outro estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), conclui que as radiações micro-ondas/ electromagnéticas, causam alterações na actividade celular do cérebro e alterações nos níveis de glucose, e como se sabe, os tumores (como todas as células) precisam de doses elevadas deste monossacárido para se desenvolver, o que não se sabe ao certo, é o que estas alterações dos níveis de glucose podem provocar a longo prazo.

    As autoridades regulamentares negam que as radiações produzam efeitos na biologia celular, mas já existe demasiada evidência para ignorar os avisos.

    Uma revisão de 11 estudos epidemiológicos de longo prazo, publicada em 2009 pela Revista de NeuroCirurgia, alerta para o risco a dobrar, de ser diagnosticado um tumor no cérebro,  se usa o telemóvel há 10 anos ou mais.

    Conselhos:
    - Fale ao telemóvel apenas o indispensável.
    - Quando está a ouvir afaste-o ou use o "mãos livres" e aproxime-o apenas quando fala ( as radiações diminuem bastante com a distância).