19 dezembro, 2011

Projecto de Acreditação Membros APO ( Associação de Profissionais de Osteopatia)

Apresentação do Projecto


Em Portugal foi aprovada pelos actuais Partidos do Governo (PSD e CDS/PP) na Assembleia da República (AR) a Resolução da Regulamentação da Osteopatia nº 64, datada de 28 Julho 2003, e por unanimidade foi aprovada a Lei do Enquadramento Base das Terapêuticas Não Convencionais nº45/2003 de 22 de Agosto. No dia 21 de Outubro de 2011 foi aprovado por unanimidade na AR Projecto de Resolução 22/XII que recomenda ao Governo a regulamentação da Lei n.º 45/2003, de 22 de Agosto, também aprovada por unanimidade na AR., relativa ao enquadramento base das terapêuticas não convencionais.

Enquanto aguardamos a regulamentação com vista a definir os parâmetros específicos de credenciação, formação, certificação dos profissionais e avaliação das equivalências a Associação de Profissionais de Osteopatia (APO) através dos seus membros desenvolveu um projecto intra-associativo de acreditação para novos membros. Este processo de acreditação, deve consubstanciar-se verificando-se nos mais elevados parâmetros de segurança, competência e conhecimento, demonstrando que estes profissionais candidatos à APO sabem dos seus limites individuais e profissionais.
Dentro do mesmo âmbito este acto de acreditação para poder ser-se membro da APO, após aprovação individual do candidato, será certamente mais um ponto de partida e de desenvolvimento individual, possivelmente abrirá uma forma de enriquecimento do conhecimento, de reflexão e de preparação para com a regulamentação Estatal que se avizinha, pese embora, não seja garante para qualquer outra situação, excepto, no que concerne o poder ser-se membro de pleno direito da APO.

Igualmente, pelo sentido e pelo estado actual ‘das coisas’, temos a certeza que um rigoroso e imparcial processo será oficialmente liderado pelo actual Ministério da Saúde, tal só honrará a Nação tanto a nível interno como Internacional.

Visão do Projecto para membro de pleno direito da APO

·         Unir e elevar os padrões de conhecimento dos Osteopatas em Portugal.
·         Uniformizar os níveis de competência clínica dos Osteopatas usando os padrões utilizados no Reino Unido.
·         Revolucionar a qualidade da Osteopatia em Portugal.

Objectivos do Projecto

·         Preparar activamente os Osteopatas/Candidatos à APO que pretendam elevar os seus padrões de conhecimento e prática clínica, seguindo os modelos de prática Osteopática em Países onde Osteopatia está regulamentada.
·         O projecto engloba mentorização e apoio aos Osteopatas candidatos num processo de desenvolvimento profissional contínuo, uniformizando os níveis de competência com vista á preparação para a futura regulamentação.
·         Após a conclusão deste projecto com aprovação o Osteopata é aceite como membro de pleno direito na APO.
·         Contribuir activamente para o processo de regulamentação que defenda o maior interesse da Osteopatia em Portugal.
·         Apoiar os Osteopatas interessados no processo de registo no General Osteopathic Council no Reino Unido.

Etapas do Projecto

1.   Sessão de esclarecimento e apresentação do projecto, que engloba perfil, portfolio e             secção prática
2.   Candidatura através da apresentação do Perfil profissional.
3.     Secções de Desenvolvimento Profissional Continuo com vista à preparação do Portefólio   e Secção Prática
4.     Entrega do Portefólio
5.     Secção Prática
6.      Diagnóstico individualizado a cada Candidato

Para mais informação:


Direcção da APO

The Role of Fascia in Manipulative Treatment of Soft Tissues

B Leon Chaitow: 

Due to trauma or inflammation fascia may shorten and what was previously a pain free range of motion may become painful and restricted. (Langevin 2008)

“Fascia forms a gliding interface with underlying muscle [allowing] free excursion of the muscle under the relatively immobile skin. A plane of potential movement exists in the form of the areolar tissue layer, [apparently] lined with a lubricant, hyaluronic acid.”

Binding may occur among layers, that should stretch and glide on each other, potentially impairing motor function. (Fourie 2012).

Many therapeutic manual approaches claim to relieve such dysfunctional states, with some hypothesised explanations. “In order to achieve a viscoelastic deformation during manual intervention, without causing tissue damage, … there should be no slow increase in the applied force. Rather it is recommended that a fairly constant force be maintained, for up to 60 seconds, in order to allow for a plastic stress relaxation response of the tissue.” (Chaudhry et al 2008).

Examples include:

· Schleip (In Press) suggests some responses may relate to a sponge-like squeezing and refilling in the semi-liquid ground substance.

· Loose connective tissue and light tissue stretch “may be key to the therapeutic mechanism of treatments using mechanical stimulation of [loose] connective tissue” (Langevin 2005) e.g myofascial release (Pilat 2009)

· Collagen architecture responds to loading (Kjaer et al 2009)Load can be used therapeutically to stimulate tissue repair and remodelling in tendon, muscle, cartilage and bone. Exercise and manual methods stimulate tissue repair and remodelling in tendon, muscle, cartilage and bone.

Mechano-coupling = Physical load (often shear or compression) that perturbs cells, transforming into various chemical signals - within and among cells.

Cell–cell communication = Stimulus in one location leads to a distant cell registering a new signal, despite distant cell receiving no mechanical stimulus.

Effector cell response = Mechanical loading stimulates protein synthesis at the cellular level, promoting tissue repair and remodelling(Kahn & Scott 2009)
· Trigger point release may involve repetition of voluntary isometric contractions that initiate lengthening of the series elastic (fascial) component of sarcomeres. (Simons 2002).
· Active scars restrict movement and produce pain - relieved by treatment (Kobesová, 2007)
· Following visceral mobilization post-operative adhesion severity & number of adhesions were significantly lower, in a rat model (Bove & Chapelle 2012)
· Connective tissue massage (‘skin rolling’) has been shown, via ultrasound imaging, to modify collagen density. (Pohl 2010)
· Evidence supports the possibility that ligamento-muscular reflexes can have inhibitory effects on muscles associated with that joint.”(Solomonow 2009)
· Strain direction, frequency and duration, impact important fibroblast functions known to mediate pain, inflammation and ROM” (Standley & Meltzer 2008)
· Fascial Manipulation (FM®)) studies suggests that fascia involves specific organizational relationships with associated muscles. (Borgini et al 2010)
· Tool assisted treatment (e.g. Graston) produces mechanical deformation that influences extracellular matrix, modulating synthesis of proteoglycans and collagen, apparently influencing connective tissue rehabilitation (Chiquet 2003)
· Klingler (2012) reports that heat in the therapeutic range, relaxes many fascial contractures associated with myofascial dysfunction. (IN PRESS)
· Bove, G Chapelle S 2012 Visceral mobilization can lyse etc JBMT IN PRESS
· Borgini E et al 2010 How much time is needed to modify fascial fibrosis? JBMT 14(4):318-325
· Chaudhry H et al 2008. Three dimensional model for deformation of human JAOA, 108, 8, August 2008.379.
· Chiquet M et al 2003 Matrix Biol. 2:73-80
· Fourie W 2012 Scar Treatment Methods. IN: Schleip R Findley T Chaitow L Huijing P (Eds) Fascia - The Tensional Network of the Human Body:. Elsevier IN PRESS
· Huijing PA 2009 Journal of Biomechanics. 42(1):9-21
· Khan K M Scott A 2009 Mechanotherapy:. British J Sports Medicine 43:247–251
· Kjaer M, et al 2009 From mechanical loading to collagen synthesis. Scand J Med Sci Sports 19(4):500-510
· Klingler W 2010 IN: Chaitow L Lovegrove R (Eds.) Practical Physical Medicine Approaches to Chronic Pelvic Pain (CPP) & Dysfunction Elsevier IN PRESS
· Kobesova A et al 2007 Jnl. Manipulative & Physiological Therapeutics 30(3):234-238
· Langevin H et al 2005. American Journal of Physiology and Cell Physiology 288: C747-C756
· Langevin H 2008.. In: Audette, Bailey (Eds.) Integrative Pain Medicine. Humana
· McCombe D et al 2001 Jnl. Hand Surgery 26B:2: 89-97
· Pilat A 2009 Myofascial induction approaches for headache. In: Fernández-de-las- Peñas C Arendt-Nielsen L Gerwin RD (ed). Tension Type and Cervicogenic Headache: pathophysiology, diagnosis and treatment. Boston: Jones & Bartlett Publishers
· Pohl H 2010 Changes in structure of collagen distribution in the skin JBMT 14(1):27-34
· Schleip R 2012 Strain hardening of fascia: Static stretching of dense fibrous connective tissues can induce a temporary stiffness increase accompanied by enhanced matrix hydration. JBMT IN PRESS
· Simons D 2002 Understanding effective treatments of myofascial trigger points. Jnl Bodywork and Movement Therapies 6(2):81-88
· Solomonow M 2009 J. Bodywork Movement Therapies 13(2) 136-154
· Standley P Meltzer K 2008 Effects of Repetitive Motion Strain (RMS) & Counter-Strain (CS), on fibroblast morphology and actin stress fiber architecture Jnl.Bodywork & Movement Therapies, 12(3):201-203'

O que esperar da consulta?

A 1ª consulta inclui uma anamnese (história clínica do paciente), um exame clínico (que pode incluir o exame ortopédico, neurológico, cárdio-vascular, etc.), um exame Osteopático, a análise dos exames complementares, se houverem, um diagnóstico e o 1º tratamento. Normalmente dura 1h.
Os tratamentos seguintes podem ter a duração de 30 min a 45 min. Esta variação depende do diagnóstico, da condição do paciente e de outros factores intrínsecos do caso clínico.
Na consulta e respectivos tratamentos, pode ser pedido ao paciente que tire algumas peças de roupa ou que fique em roupa interior, por isto, é importante que o doente venha com uma roupa interior que se sinta confortável. É sempre salvaguardado o seu bem estar e pedido o seu consentimento. Após esta avaliação só fica descoberta a área que está a ser tratada.
Depois de um exame clínico e de um diagnóstico feito, o Osteopata inicia o respectivo tratamento usando um leque vasto de técnicas que actuam nos tecidos (articulares, muscular, fascial, visceral, neural, vascular e linfático), que varia consoante o diagnóstico e a sintomatologia, promovendo a regeneração celular, a reorganização músculo-esquelética e o reequilíbrio orgânico. O Osteopata possui conhecimentos profundos em várias áreas das ciências médicas, para poder fazer um diagnóstico diferencial e conhecer as contra-indicações.
No tratamento Osteopático podem devem ainda ser abordadas áreas como, a nutrição, ergonomia ou exercícios específicos. Sempre que necessário deve existir uma inter- acção com médicos, frequentemente com Reumatologistas, Neurocirurgiões ou Clínicos de Medicina Familiar, áreas para as quais a Osteopatia mais refere.
Nas consultas e tratamentos os pacientes podem fazer-se acompanhar por uma outra pessoa.



Morada: Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, Nº 14 A, Moínho das Antas, Oeiras

Telef: 214412533- 967664862 ( Clínica)

Telem: 963452494- 914409782 ( Osteopata)

Protocolos e Acordos: Para informações sobre 

protocolos estabelecidos e acordos com seguradoras, contacte a clínica.

Morada: Avenida Aida, n.º 153 Bloco B Loja, 2765-187 Estoril

Telefone: 21 923 63 81

Telem: 963452494- 914409782 ( Osteopata)

Protocolos e Acordos: Para informações sobre 

protocolos estabelecidos e acordos com seguradoras, contacte a clínica.

Osteopatia- Bruno Moreira Campos

Bruno Moreira Campos

  • Membro e tesoureiro da APO ( Associação de Profissionais de Osteopatia).

  • Contactos: 914409782/ 963452494

Desde cedo que se interessou pela actividade física, tendo feito alguns cursos profissionais na área do desporto e fitness. Foi no exercício desta componente profissional que se começou a interessar pela recuperação, cura e ajuda a pacientes com problemas do foro músculo-esquelético. Na procura de formas de ajudar o próximo com as suas mãos e conhecimento, encontrou a Osteopatia. 

Graduou-se em 2003 pela Oxford School of Osteopathy, um pólo da Oxford Brookes University, em parceria com o Centro Osteopático de Lisboa. O grau académico é reconhecido pela Direção Geral de Ensino Superior. Mais tarde, continuou a sua formação académico-profissional e abraçou um processo árduo mas compensador que culminou no seu registo profissional no GOsC. Foi formador no ensino pós- graduado e pré- graduado de Osteopatia, nas áreas da sua paixão- a Neurofisiologia e Neuroanatomia.

Exerce clínica Osteopática há cerca de 10 anos e é o CEO da Osteoform

É formador e criador dos cursos Mobilização Neural na Prática Clínica.

Foi também formador nos cursos de:

  • Pós- Graduação em Osteopatia, no ISEC, em matérias especializadas sobre o ombro doloroso e hérnias discais; 
  • Pós- Graduação em Osteopatia Craniana, no ISEC, na área de Neurofisiologia aplicada à prática; 
  • Pós- Graduação em Osteopatia, na Escola Universitária Vasco da Gama em parceria com o ITS; 
  • Osteopatia avançada no Instituto Técnicas de Saúde; 
  • Terapias manipulativas e Osteopáticas no Instituto Técnicas de Saúde;
  • "Projecto de Acreditação de membros APO".