31 janeiro, 2012

Mobilization technique decreases pain in patients with thumb carpometacarpal osteoarthritis

MedWire News: Results of a randomized controlled trial suggest that a mobilization technique applied to the thumb could be used to reduce pain in elderly patients with thumb carpometacarpal osteoarthritis (TCOA).

Jorge Villafañe (Rey Juan Carlos University, Madrid, Spain) and colleagues explain that osteoarthritis frequently develops at the trapeziometacarpal joint (TMJ), often as a result of athletic injury or cumulative trauma associated with an arduous occupation or hobby.

In this study, they evaluated the effects of Maitland's passive accessory mobilization on local hypoalgesia and strength in elderly patients with TCOA.

Twenty-eight patients, aged 70-90 years, with TCOA in the dominant hand were recruited and randomly assigned to receive a mobilization or sham intervention. The treatment was delivered in four sessions distributed over 2 weeks.

The mobilization technique was performed for 3 minutes and then repeated three times, with a 1-minute rest between repetitions. Approximately 60 oscillations per minute were performed.

Because the TMJ is the most affected joint during TCOA, Villafañe and team measured pressure pain threshold (PPT) at the TMJ and in the bones linked to it - the tubercle of the scaphoid bone and the unciform apophysis of the hamate bone - before and after treatment, as well as 1 and 2 weeks post-treatment. The tip and tripod pinch and grip strengths were also measured at these time points.

As reported in the Journal of Manipulative and Physiological Therapies, all values remained unchanged during the treatment period in the sham group.

In the mobilization group, the PPT in the TMJ increased from 3.85 kg/cm2 before treatment to 3.99 kg/cm2 directly after treatment. This significant increase was maintained at both the 1- (3.94 kg/m2 ) and 2-week (4.74 kg/cm2 ) follow ups.

There were no significant increases in PPT after treatment for any of the other structures assessed. Furthermore, tip, tripod pinch, and grip strength showed no significant change after treatment.

"Although we found significant effects in our study, at the moment, we lack the information necessary to explain the mechanism involved," write Villafañe et al.

They add: "Because PPT was statistically significant at the TMJ but not at the scaphoid bone and the hamate bone, it is essential that future studies investigate whether the passive accessory mobilization technique has more influence when used to treat a particular anatomical area."

By Nikki Withers

26 janeiro, 2012

Dieta nas Doenças Reumáticas- Conselhos para doentes obesos

Conselhos para doentes obesos



A obesidade não é só prejudicial para os gotosos, é-o também, e muito, para os doentes com artroses, sobretudo com artroses da coluna, ou seja, espondilartroses, vulgarmente conhecidas por espondiloses, e com artroses de outras articulações que suportam o peso do corpo, como as
das ancas, as dos joelhos e as dos pés.

Emagrecer, sobretudo quando se é idoso e se faz pouco exercício físico, não é fácil, sendo muitas vezes necessário recorrer à ajuda de um médico especialista. A maioria dos indivíduos, porém, engorda porque não sabe comer. Segundo o Prof. Pedro Eurico Lisboa, uma autoridade nesta matéria, os principais conselhos que se podem dar a um obeso, e que nós pontualmente adaptamos aos doentes reumáticos, são:

1.° - comer muito devagar;
2.° - mastigar muito bem os alimentos;
3.° - comer com ritual próprio, à mesa, com talheres, pratos e Travessa;
4.° - parar de comer com o estômago meio vazio;
5.° - usar as gorduras na quantidade mínima para cozinhar e temperar como, por exemplo,
algumas gotas de azeite no peixe cozido e na hortaliça, e um pouco de manteiga nas
torradas. Comer de todas as maneiras, isto é, não ingerir só grelhados e cozidos mas,
também, alimentar-se com assados e fritos, tendo o cuidado de lhes retirar a gordura;
6.° - não beber vinho nem outras bebidas alcoólicas. O álcool, para além de ser um alimento muito
rico em calorias, e que só por si engorda, tem, ainda, o inconveniente de abrir o apetite. Deve
beber-se água, mas não exageradamente, às refeições, a fim de se não distender o estômago
e aumentar o apetite;
7.° - comer uma «sopa pesada» e não um «caldinho», mas ter o cuidado de não ingerir os
alimentos que ficam depositados no prato como, por exemplo, o arroz e a massa. A
sopa enche o estômago, sacia, impedindo, assim, o uso exagerado de outros
alimentos que vão engordar;
8.° - evitar comer os farináceos (arroz, batatas, massa, etc), com excepção dos que forem
necessários para confeccionar a sopa. A carne e o peixe devem acompanhar-se com
hortaliças e não com hidratos de carbono (farináceos);
9.° - não comer pão nem ao almoço nem ao jantar, e fora destas refeições comê-lo o menos possível,
e torrado para dificultar a mastigação. O pão integral engorda mais do que o pão normal;
10.° - não comer açúcar, mesmo que este seja só para adoçar o café e outras bebidas
amargas (se o médico permitir pode usar-se a sacarina). Não comer, também, doces e
bolos que têm enormes quantidades de açúcar;
11.° -comer no mínimo seis refeições por dia: pequeno almoço, meio da manhã, almoço, lanche,
jantar e antes de deitar. A meio da manhã, pode comer-se uma peça de fruta ou um iogurte e
ao deitar um copo de leite. Ao pequeno almoço e ao lanche pode ingerir-se um copo de leite
com café e meio papo-seco torrado com um pouco de manteiga ou queijo magro. Se o tipo de
vida o permitir devem desdobrar-se o almoço e o jantar em três refeições, comendo a sopa e a
sobremesa 30 a 60 minutos antes e depois, respectivamente, da refeição propriamente dita.
Sempre que não fôr possível tomar uma das refeições referidas, deve comer-se uma bolacha
maria ou torrada;
12.° - devem fazer parte da dieta de emagrecimento,salvo indicação médica em contrário, 140 a 200
gramas de proteínas por dia, preferencialmente 100g de carne a uma das refeições principais e
100g de peixe na outra; 1 litro de leite magro diário; 2 a 4 peças de fruta por dia; 1 a 2 ovos por
semana, e vegetais à discrição;
13.° - variar o mais possível os alimentos;
14.° - fazer exercício tanto quanto possível, e não estar deitado mais do que oito horas por
noite;
15.° - pesagem diária, sempre à mesma hora, por exemplo ao deitar, e sempre com a
mesma roupa;
16.° - evitar os medicamentos para emagrecer, e tomá-los só com orientação médica;
17.° - registar as pesagens, o número de refeições diárias, ou qualquer ocorrência que
possa ser útil ao médico assistente.

Ref: DOENÇAS REUMATICAS- A dieta, A osteoartrose, As férias, A cirurgia. Queiroz, Mário Viana de

Dieta na Artrite Reumatóide

Na prática clínica reumatológica, a dieta é fundamental para o tratamento dos doentes obesos, seja qual for a sua doença reumática, e importante para o tratamento da gota única, da osteoporose, da artrite reumatóide e de outras doenças inflamatórias crónicas.

Conselhos aos doentes com artrite reumatóide

Os doentes com artrite reumatóide estão frequentemente emagrecidos e carenciados em ácido fólico, ferro, zinco e outros sais minerais, bem como em vitamina B6 e vitamina C. A dieta destes doentes deve ser rica e variada, com uma quantidade suficiente de proteínas, sais minerais e vitaminas, o que na prática se traduz por 140-200 gramas de carne ou peixe por dia e abundante ingestão de vegetais e de frutos. Os doentes com artrite reumatóide a tomar corticoesteróides devem evitar o uso de sal, ingerir alimentos ricos em potássio (verduras, laranjas, bananas), não ingerir demasiados hidratos de carbono e comer alimentos ricos em cálcio (leite, queijo, iogurtes).

Ref: DOENÇAS REUMATICAS- A dieta, A osteoartrose, As férias, A cirurgia. Queiroz, Mário Viana de

A dieta na Gota úrica










Na prática clínica reumatológica, a dieta é fundamental para o tratamento dos doentes obesos, seja qual for a sua doença reumática, e importante para o tratamento da gota única, da osteoporose, da artrite reumatóide e de outras doenças inflamatórias crónicas.

Há todavia a ideia generalizada entre o grande público que a dieta é uma medida básica e, por vezes, só por si suficiente para o tratamento de todas as doenças reumáticas, o que é um erro. Na verdade, raro é o doente, sofrendo de artrite crónica, que não fez já uma ou mais dietas sugeridas por familiares, amigos, vizinhos, artigos dos jornais, locutores da rádio, comentadores da televisão, etc, etc. Esta falta de esclarecimento que leva os doentes frequentemente a gastar muito dinheiro em alimentos inúteis, pode ser dramática e até conduzir à morte. Têm estado internados, no hospital onde trabalhamos, doentes com doenças reumáticas graves, em risco de vida, por haverem abandonado os medicamentos que lhes vinham sendo prescritos pelos seus médicos e iniciado um falso tratamento à base de dietas, as mais variadas.

Outro erro comum entre os doentes reumáticos é pensarem que todas as doenças reumáticas são provocadas por um excesso de ácido úrico no sangue, o que os leva a privarem-se de numerosos alimentos, sem qualquer benefício.

A única doença provocada por uma predisposição herdada para a produção aumentada de ácido úrico é a gota.

Conselhos para doentes com Gota

A gota única beneficia, efectivamente, com um dieta pobre em purinas, isto é, em proteínas precursoras do ácido úrico. Os alimentos ricos em purinas, que enumeraremos adiante, podem desencadear um crise aguda de gota como acontece, por exemplo, aquando de uma refeição abundante e/ou rica em carne, em especial de porco, ou de um abuso de álcool. No decurso de uma crise aguda de gota o doente deve fazer refeições ligeiras, preferencialmente à custa de vegetais, frutos e leite. O álcool está formalmente proibido devendo, ao contrário, beber-se grande quantidade de água de modo a eliminarem-se 2 litros por dia de urina e, assim, excretar-se grande quantidade de ácido úrico. Entre as crises devem evitar-se os alimentos ricos em purinas como a carne de porco, a «charcuterie» e o álcool, nomeadamente a cerveja e as bebidas com grande teor alcoólico como a aguardente, o whisky, o gin, o vinho do Porto e da Madeira, o champanhe, os licores, etc. Pode permitir-se a ingestão de um copo de vinho a cada refeição. Outros alimentos muito ricos em purinas como a carne de caça, os mariscos, as vísceras de animais (rins, figado, coração), os miolos e as conservas (sardinhas, anchovas, etc.) devem ser evitados. A carne magra, as gorduras, o café, o chá e o chocolate deverão ser consumidos com moderação. No regime dietético destes doentes deve incluir-se a ingestão de 2 a 3 litros diários de água com poucos sais minerais, como por exemplo a água do Luso, ou se não houver contra-indicação médica, uma água ligeiramente alcalina, como a água de Vidago. A água, como já dissemos, contribui para diluir e eliminar o ácido úrico. A água alcalina transforma a urina ácida em urina alcalina, o que é muito importante visto o ácido úrico poder precipitar-se na urina ácida e formar cálculos renais, isto é, pedras nos rins. Os doentes gotosos têm quase sempre peso a mais, contribuindo a obesidade para o aumento do ácido úrico no sangue.  Nenhum doente gotoso está bem tratado se estiver obeso.

Ref: DOENÇAS REUMATICAS-A dieta,A osteoartrose,As férias,A cirurgia.Queiroz,Mário Viana de

25 janeiro, 2012

Sistema Límbico- o Sistema Emocional


O investigador Robert Sapolsky fala do sistema límbico como o componente emocional do sistema nervoso. É sempre muito interessante acompanhar a ciência de investigação a quebrar barreiras e derrubar conceitos enraízados, mas falsos. A aproximar-se de outras correntes, de outros conhecimentos, de outras verdades. 

19 janeiro, 2012

Newsletter de

OSTEOPATIA


Os objectivos desta newsletter são dois
  • Dar a conhecer as novidades acerca da minha actividade clínica- a Osteopatia;
  • Divulgação do meu blogue, que conta com mais de 120 artigos e de 250.000 visitas: Pode fazer pesquisas sobre os mais variados  temas  de saúde e as mais recentes notícias sobre a Osteopatia em Portugal.



  • Estou num espaço moderno e polivalente, onde os profissionais trabalham em equipa. Temos novos preços e novas condições:

Ligue para os contactos para mais informações)

Clínica Navegantes




  • Nas consultas sempre dei ênfase à prevenção. Quer pela prática de exercício físico, quer pelo aconselhamento de exercícios domésticos/ laborais mais específicos. Todos os meus pacientes saem da consulta mais informados e com mais ferramentas de prevenção.  Foi a pensar na importância da prevenção que elaborei vários planos terapêuticos. Agora existe a possibilidade de pouparem nas consultas e terem acesso a tratamentos de manutenção. 

Para mais informações ligue para os contactos. 




  • A Clínica Navegantes está a elaborar vários protocolos com empresas e lares de idosos, alargando o espectro de acção, indo ao encontro de um dos meus grandes objectivos: Osteopatia ao alcance de todos!


  • Em 2013 vou ter protocolos com mais seguradoras ( Médis, Multicare, etc.), para além da Advance Care, traduzindo-se num desconto directo dos valores das consultas.



Pesquise mais de 120 artigos, mantenha-se informado e de boa saúde!



Com os melhores cumprimentos,

Bruno Moreira Campos
BSc Sci Ost- Oxford Brookes University
Osteopata nº 7125 Registado no GOsC ( Ordem de Osteopatas do Reino Unido).
Membro da APO.


03 janeiro, 2012

Projecto de Acreditação Membros APO ( Associação de Profissionais de Osteopatia)



Vai arrancar o Projecto de Acreditação Membros APO, dia 7 deste mês, uma vez que temos o número de candidatos suficiente. Este é o primeiro projecto do género em Portugal e em muito semelhante ao processo de avaliação no Reino Unido.

Why Things Hurt ( "porque é que as coisas doem")



O Neurocientista Lorimer Moseley, investigador e escritor sobre o tema da dor, em particular da dor crónica, explica com muito humor e de forma simples, porque é que as coisas doem e como grande parte das vezes, a dor, é um "truque do cérebro".