09 março, 2012

Cancro da próstata: tomate pode retardar o seu crescimento


Neste estudo, os investigadores da University of Portsmouth, no Reino Unido, testaram o efeito de um nutriente presente no tomate, o licopeno, no mecanismo através do qual as células cancerígenas conseguem obter o sangue necessário para o seu crescimento e disseminação.

As células cancerígenas permanecem dormentes durante anos até o seu crescimento ser despoletado pela secreção de substâncias químicas que iniciam o processo de adesão das células cancerígenas às células endoteliais, presentes no interior dos vasos sanguíneos, permitindo às células cancerígenas obter o sangue necessário para a sua proliferação.

O estudo revelou que o licopeno, a substância que dá ao tomate a cor vermelha, interfere neste processo sem o qual as células cancerígenas não conseguem crescer.

Neste momento os investigadores estão testar se a mesma reação ocorre no corpo humano. “Esta reação química simples ocorreu em concentrações de licopeno que podem ser facilmente atingidas pelo consumo de tomates cozinhados”, revelou, em comunicado de imprensa a líder do estudo, Mridula Chopra.

O licopeno está presente em todas as frutas e vegetais de cor vermelha, mas está presente em maiores concentrações no tomate e torna-se ainda mais facilmente disponível e biologicamente ativo quando este alimento é cozinhado.

Contudo, Mridula Chopra alerta que “os nossos testes foram realizados em tubos de ensaio e são necessários mais estudos para confirmar estes achados. Mas as evidências laboratoriais que encontrámos são claras - é possível interferir com o mecanismo que algumas células cancerígenas utilizam para crescer, e isto pode ser conseguido através de concentrações facilmente obtidas através da ingestão de tomate processado”.

Todas as células cancerígenas utilizam um mecanismo similar para se "alimentar" de uma fonte de sangue saudável, mas os investigadores chamam a atenção para a importância deste mecanismo no cancro da próstata, dado que o licopeno tende a se acumular nos tecidos deste órgão.

 Estudo publicado no “British Journal of Nutrition”

Ref: Univadis

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