31 outubro, 2012

Colesterol elevado: qual é a causa?

Resistina

Investigadores canadianos descobriram que os níveis elevados de colesterol LDL, também conhecido por “mau“ colesterol, são causados por uma proteína denominada resistina que é produzida pelas células adiposas, sugere um estudo apresentado no Canadian Cardiovascular Congress.

Neste estudo os investigadores da McMaster University, no Canadá, verificaram que a resistina aumenta a produção de LDL nas células hepáticas humanas e também degrada os recetores do colesterol LDL no fígado. Deste modo o fígado fica com uma menor capacidade de o degradar. A resistina acelera assim a acumulação de colesterol LDL nas artérias conduzindo a um maior risco de doença cardíaca.

O estudo demonstrou igualmente que esta proteína tem também impacto nos efeitos de um dos fármacos utilizados no tratamento e prevenção das doenças cardiovasculares, as estatinas.

A líder do estudo, Shirya Rashid, revelou que cerca de 40% dos indivíduos que toma este fármaco não apresenta uma diminuição nos níveis de colesterol LDL. “Uma das grandes implicações dos nossos resultados é que níveis elevados de resistina no sangue podem ser a causa da incapacidade das estatinas diminuírem os níveis e colesterol LDL”, acrescentou a investigadora.

Na opinião de Shirya Rashid esta descoberta poderá conduzir a novos e revolucionários fármacos, que tenham por alvo e inibam a resistina aumentando deste modo a eficácia das estatinas.

Por último, este estudo também confirma a importância da manutenção de um peso e níveis de colesterol saudáveis, dois fatores críticos para a prevenção das doenças cardíacas. Beth Abramson, da Heart and Stroke Foundation, aconselha as pessoas a terem consultas frequentes com os médicos, monitorizarem o peso e perímetro da cintura, ingerirem uma grande variedade de alimentos nutritivos e com baixo teor de gordura e serem fisicamente ativas, de modo a conseguirem manter um coração saudável.



Nota do Blogger

A resistina também conhecida por factor excretório específico do tecido adiposo, foi descoberta em 2001 e pensa-se que tenha um papel importante na resistência à insulina e nos mecanismos inflamatórios. Resistência à insulina é um processo fisiológico em que as células não têm uma resposta normal à hormona insulina. As células não são capazes de reter glucose, ácidos gordos e aminoácidos, o que faz com que haja um aumento destes no sangue, aumentando o risco de doenças cárdio- vasculares,  como descrito no artigo.


Tomate diminui risco de acidente vascular cerebral

  

O consumo de tomate diminui o risco de acidente vascular cerebral (AVC), revela um estudo publicado na revista “Neurology”. Estudos anteriores já tinham constatado que o tomate apresentava vários benefícios para a saúde. Em 2011, os investigadores do the National Center for Food Safety & Technology, revelaram que um maior consumo de tomate poderia proteger contra o desenvolvimento de cancro, osteoporose e doenças cardiovasculares.
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Neste estudo, os investigadores da University of Eastern, na Finlândia, contaram com a participação de 1.031 homens finlandeses que tinham entre 46 e 65 anos. A concentração sanguínea de um antioxidante presente no tomate, o licopeno, foi medida no início do estudo e periodicamente ao longo de uma média de 12 anos.
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Os investigadores constaram que ao longo do período de acompanhamento 67 homens sofreram um AVC. Foi verificado que entre os 258 participantes que tinham as concentrações mais baixas de licopeno, 25 tiveram um AVC. Por outro lado, apenas 11 dos 259 que tinham concentrações mais elevadas deste oxidante sofreram um AVC.
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Os autores do estudo concluíram que os indivíduos que apresentavam concentrações mais elevadas de licopeno tinham um risco 55% menor de desenvolverem um AVC quando comparados com aqueles que tinham concentrações mais baixas deste antioxidante. Esta associação foi ainda mais evidente quando os investigadores se focaram nos acidentes vasculares cerebrais isquémicos. Foi constatado que, em comparação com os homens que tinham concentrações mais baixas de licopeno, os que tinham concentrações mais elevadas apresentavam um risco 59% menor de AVC isquémico.
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“Este estudo evidencia a associação entre o consumo de frutas e vegetais e um menor risco de AVC. Estes resultados apoiam as recomendações dadas no sentido de se consumir mais do que cinco porções diárias de frutas e vegetais, o que conduziria a uma diminuição considerável do número de acidentes vasculares cerebrais em todo o mundo”, conclui, um dos autores do estudo, Jouni Karppi.


2012-10-11 Estudo publicado na revista “Neurology”


Ref: univadis.pt
http://www.univadis.pt/medical_and_more/pt_PT_Noticiario_Inv_Cient?articleurl=/CT/noticiario_medico/investigacao_cientifica/Tomate-diminui-risco-de-acidente-vascular-cerebral

29 outubro, 2012

Biomecânica vertebral em relação à artéria vertebral durante a manipulação cervical


Partilho com o leitor um estudo relativamente recente, do Journal of manipulative and physiological therapeutics, que no seu relatório preliminar conclui que a artéria vertebral ( AV) durante a manipulação cervical, é alongada bem dentro do limite fisiológico da sua amplitude, mais, o alongamento da AV durante a manipulação é menor, do que aquele provocado pelos testes de amplitude de movimento ( ROM Tests), que se fazem nas consultas ( de várias especialidades) para perceber a mobilidade dos tecidos. Os testes são passivos e activos e respeitam sempre os limites fisiológicos de amplitude. 


Este tema continua a ser bastante discutido e continua a existir a crença de alguns profissionais de saúde, mas sobretudo de pacientes, que as manipulações cervicais são potencialmente fatais pelo risco de lesão ou compressão da artéria vertebral. Por isso, escolhi este estudo, embora existam muitos mais, para ajudar a desmistificar este tema e os receios que apesar de tudo ainda permanecem em muitos pacientes.  


Preliminary report: biomechanics of vertebral artery segments C1-C6 during cervical spinal manipulation.


Abstract


OBJECTIVE:

The purpose of this study was to measure strains in the human vertebral artery (VA) within the cervical transverse foramina and report the first results on the mechanical loading of segments of the VA during spinal manipulation of the cervical spine.

METHODS:

Eight piezoelectric ultrasound crystals of 0.5-mm diameter were sutured into the lumen of the left and right VA of one cadaver. Four hundred-nanosecond ultrasound pulses were sent between the crystals to measure the instantaneous lengths of the VA segments (total segments n = 14) at a frequency of 200 Hz. Vertebral artery engineering strains were then calculated from the instantaneous lengths during cervical spinal range of motion testing, chiropractic cervical spinal manipulation adjustments, and vertebrobasilar insufficiency testing.

RESULTS:

The results of this study suggest complex and nonintuitive strain patterns of the VA within the cervical transverse foramina. Consistent (for 2 chiropractors) and repeatable (for 3 repeat measurements for each chiropractor) elongation and shortening of adjacent VA segments were observed simultaneously and could not be explained with a simple model of neck movement. We hypothesized that they were caused by variations in the location and stiffness of the VA fascial attachments to the vertebral foramina and by coupled movements of the cervical vertebrae. However, in agreement with previous work on VA strains proximal and distal to the cervical transverse foramina, strains for cervical spinal manipulations were consistently lower than those obtained for cervical rotation.

CONCLUSIONS:

Although general conclusions should not be drawn from these preliminary results, the findings of this study suggest that textbook mechanics of the VA may not hold, that VA strains may not be predictable from neck movements alone, and that fascial connections within the transverse foramina and coupled vertebra movements may play a crucial role in VA mechanics during neck manipulation. Furthermore, the engineering strains during cervical spinal manipulations were lower than those obtained during range of motion testing, suggesting that neck manipulations impart stretches on the VA that are well within the normal physiologic range of neck motion.

Referência:  2010 May;33(4):273-8.

25 outubro, 2012

Trate da sua saúde!

Trate as causas primeiro...a prevenção é o melhor tratamento!

A Osteopatia pode ajudar em muitas das condições, que ignoradas, ficam crónicas e mais difíceis de combater.

Trate de si! Comece pela sua Saúde!


Foto: Address the cause not the symptoms